Miguel Uribe, senador de oposição e um dos favoritos na corrida eleitoral na Colômbia, que foi baleado na cabeça em junho durante discurso em evento em Bogotá, morreu nesta segunda-feira (11). Ele estava internado há mais de dois meses e voltou a ficar em estado crítico no sábado (9).
No atentado, Uribe foi atingido por três tiros, dois na cabeça e um na coxa esquerda. O suspeito é um adolescente de 15 anos que disparou de uma motocicleta, e polícia ainda não havia informado, até a última atualização desta reportagem, se ele tem vínculo com algum grupo político ou criminoso.
Desde então, Uribe estava na UTI da Fundação Santa Fé de Bogotá, mas não resistiu aos ferimentos.
Uribe era advogado e membro do partido de oposição Centro Democrático, fundado pelo ex-presidente Álvaro Uribe - apesar do sobrenome em comum, eles não têm parentesco.
Nascido em Bogotá em 1986, o senador se formou em Direito e fez mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de los Andes. Realizou também mestrado em Administração Pública na Escola de Governo de Harvard, nos Estados Unidos. Uribe deixa esposa e um filho.
Neto de ex-presidente
Uribe é neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala e filho de Diana Turbay, uma jornalista sequestrada e morta pelo Cartel de Medellín em 1991. Turbay era considerada uma profissional de renome, sendo responsável pela direção do noticiário Cripton, na época.
Conforme a mídia local, ela foi sequestrada por um grupo de narcotraficantes do Cartel de Medellín, chamados de "Los Extraditables", então liderados por Pablo Escobar.
Ela foi assassinada em 25 de janeiro de 1991, durante uma tentativa de resgate. Após o assassinato de sua mãe, Miguel Uribe Turbay, com 5 anos na época, foi criado por seu pai, Miguel Uribe Londoño, e pela avó, Nydia Quintero.
"Essa experiência forjou em Miguel uma firme convicção de combater a violência e o narcoterrorismo, e o inspirou a dedicar sua vida ao serviço público", diz a página oficial do senador na internet.
Conforme a mídia local, ela foi sequestrada por um grupo de narcotraficantes do Cartel de Medellín, chamados de "Los Extraditables", então liderados por Pablo Escobar.
Ela foi assassinada em 25 de janeiro de 1991, durante uma tentativa de resgate. Após o assassinato de sua mãe, Miguel Uribe Turbay, com 5 anos na época, foi criado por seu pai, Miguel Uribe Londoño, e pela avó, Nydia Quintero.
"Essa experiência forjou em Miguel uma firme convicção de combater a violência e o narcoterrorismo, e o inspirou a dedicar sua vida ao serviço público", diz a página oficial do senador na internet.
